O mecanismo de ajuste de carbono da União Europeia (CBAM) está sendo denunciado pelos Estados Unidos como uma tarifa protecionista, apesar de ser apresentado como política climática para evitar a fuga de carbono. Este mecanismo impõe uma taxa sobre as emissões de carbono embutidas em produtos importados para a UE, como aço, cimento, alumínio e fertilizantes, se o país de origem não tiver um preço de carbono equivalente. Essa medida eleva os custos para exportadores de commodities e manufaturados intensivos em carbono, como as siderúrgicas brasileiras CSNA3, GGBR4 e USIM5. A imposição do CBAM pode desencadear retaliações comerciais de outras economias, incluindo EUA, China e Índia, que veem a política como uma barreira comercial. Historicamente, a guerra comercial EUA-China de 2018, com tarifas sobre aço e alumínio, demonstrou o potencial de desaceleração do comércio global e aumento da volatilidade. Nos próximos 3 a 6 meses, o foco estará nas reações dos parceiros comerciais e nas negociações na OMC sobre a conformidade do CBAM com as regras de comércio internacional. Em um horizonte de médio prazo, a política da UE pode forçar uma reconfiguração das cadeias de suprimentos globais e acelerar a descarbonização em países exportadores, ou escalar para uma fragmentação comercial mais ampla.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se um aumento nos custos de importação para a UE e pressão sobre exportadores de commodities e manufaturados de países sem precificação de carbono. O principal gatilho de aceleração ou desescalada será a resposta de grandes parceiros comerciais como China, Índia e Brasil, além do andamento de possíveis disputas na OMC. Se houver retaliações significativas, o cenário de desaceleração do comércio global se intensificará, impactando negativamente empresas expostas a exportações.
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