O mercado brasileiro reagiu com forte desvalorização após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, atingindo 176.608 pontos, marcando a maior perda diária desde março de 2020. No pior momento do pregão, o índice chegou a cair 17,34%, operando abaixo dos 170 mil pontos, o que levou a B3 a acionar o circuit breaker pela primeira vez em mais de seis anos. Simultaneamente, o dólar à vista subiu 8,21%, cotado a R$ 5,40, na maior alta diária desde 1999, após tocar R$ 5,60 na máxima. Antes da votação, o Ibovespa havia fechado aos 205.082 pontos, com o dólar a R$ 4,99. O BTG Pactual projeta que a bolsa pode recuar até a casa dos 170 mil pontos nas próximas semanas, e o Morgan Stanley prevê perdas de até 30%. Daniel Utsch, gestor de ações da Nero Capital, afirmou que a volatilidade está longe do fim e que qualquer declaração ou nome de ministro será precificado. A queda atingiu 68 das 76 ações do Ibovespa, com destaque para Banco do Brasil (BBAS3) que caiu 29,33%, Bradesco (BBDC4) com recuo de 21,70% e Itaú Unibanco (ITUB4) com perda de 13,66%. Entre as maiores baixas do índice, Magazine Luiza (MGLU3) despencou 58,23%, Vamos (VAMO3) caiu 56,79% e Hapvida (HAPV3) recuou 54,93%, pressionadas também pelo avanço dos juros futuros.
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