Sindicatos na Espanha convocaram uma greve geral para 11 de novembro, poucas semanas antes das eleições parlamentares antecipadas, agendadas para 29 de novembro. Esta medida é uma resposta a uma onda de protestos sociais por melhores condições de moradia e contra os altos preços de aluguéis, que desencadearam uma crise parlamentar e a convocação das eleições pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. O mecanismo econômico principal é a interrupção da atividade produtiva e de serviços durante a greve, impactando o PIB e a produtividade, além da incerteza sobre futuras políticas econômicas e regulatórias no setor imobiliário. O impacto pode chegar ao investidor brasileiro de forma indireta via pressões sobre o Euro, o que afeta o câmbio global e o apetite por risco em mercados emergentes. Greves gerais são eventos de disrupção econômica; por exemplo, a greve geral na França em 2019 contra a reforma da previdência causou perdas econômicas diárias significativas. O próximo evento a monitorar é a adesão à greve em 11 de novembro e, posteriormente, o resultado das eleições de 29 de novembro. O desfecho dependerá da extensão da paralisação e da capacidade do novo governo em formar uma coalizão estável e endereçar as causas da crise social.
A adesão e o impacto da greve geral em 11 de novembro serão o primeiro indicador da magnitude da crise. Em seguida, o resultado das eleições parlamentares antecipadas em 29 de novembro e a capacidade de formação de um governo estável serão cruciais para definir o desfecho da incerteza política e social na Espanha.
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