O primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado neste domingo (18) entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na Band, é analisado por cientistas políticos com ceticismo quanto ao seu potencial de mudar votos. Especialistas ouvidos pelo Valor Econômico indicam que o formato perdeu sua capacidade de 'virar o jogo', especialmente em um segundo turno polarizado. Com uma diferença histórica de apenas 1,87% dos votos no primeiro turno, onde Flávio Bolsonaro obteve 47,03% (56.104.503 votos) e Lula da Silva 45,16% (53.879.538 votos), a disputa é a mais apertada já registrada. Rodolfo Marques, da Universidade da Amazônia (Unama), explica que a função do debate para virar votos é limitada, já que 91% a 93% dos eleitores já se declaram decididos, conforme pesquisas Quaest e Datafolha. Rogério Baptistini, do Mackenzie, complementa que o debate televisivo concorre com o conteúdo das redes sociais, onde 'cortes' podem influenciar, mas a consolidação das posições dos eleitores já é forte. Contudo, Marco Teixeira, da FGV EAESP, ressalta que o contraponto oferecido pelo debate ainda é valioso, especialmente em eleições polarizadas, onde 'qualquer diferença faz a diferença no resultado final'.
O desfecho da eleição será determinado pela apuração dos votos no segundo turno, e não pelo debate. Acompanhar a evolução das últimas pesquisas de intenção de voto e a mobilização dos eleitores no dia da votação, que definirá o próximo presidente.
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