A projeção do Imea indica que a demanda interna de milho no Mato Grosso será de 27,09 milhões de toneladas, enquanto os embarques externos devem ficar em 17,50 milhões na safra 2026/27, criando um superávit de consumo interno. Esse desequilíbrio reduz a quantidade de milho disponível para exportação, comprimindo os preços externos e limitando a receita das empresas exportadoras. Ao mesmo tempo, processadores e indústrias que utilizam milho como insumo no mercado interno podem ampliar suas vendas e melhorar margens. O efeito se propaga ao setor de agronegócio, com empresas brasileiras e globais sentindo a diferença entre demanda doméstica e exportação. O risco principal vem de uma possível reversão da demanda interna ou de uma alta inesperada nos preços internacionais, que poderia reverter o fluxo de exportações. O acompanhamento de dados de produção, consumo e exportação da Conab será crucial para validar a projeção ao longo da safra.
O desfecho será confirmado pelos dados de produção, consumo e exportação da Conab, que serão divulgados em março de 2027, permitindo comparar projeções com resultados reais.
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