O banco britânico Barclays anunciou um plano para eliminar aproximadamente 5 mil postos de trabalho ao longo de 2026, em uma estratégia voltada à redução de despesas e ao aumento da rentabilidade. A iniciativa envolve o uso mais intenso de tecnologias, incluindo inteligência artificial (IA), para automatizar processos e tornar as operações mais eficientes. Segundo as informações divulgadas pela instituição, os cortes representam cerca de 5% de sua força de trabalho. A diretora financeira, Anna Cross, afirmou que aproximadamente 1.000 posições já haviam sido eliminadas, enquanto as demais reduções estavam previstas para ocorrer até o fim do ano. Cerca de 60% dos cortes devem atingir funções de apoio, incluindo atividades relacionadas ao desenvolvimento de sistemas e à estrutura operacional. O movimento chama a atenção porque indica que a automação não está restrita ao atendimento ao cliente: ela também pode modificar a demanda por profissionais que trabalham nos bastidores das instituições financeiras. A decisão ocorre em um contexto de transformação do setor bancário, no qual grandes empresas buscam reduzir custos fixos, digitalizar processos e ampliar a produtividade por funcionário. : Selic a 14% muda cenário para investimentos e juros longos Lucro cresce, mas banco enfrenta dificuldades no negócio de investimentos Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital O anúncio dos cortes foi divulgado junto com os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026. Entre julho e setembro, o Barclays registrou lucro antes dos impostos de 2,3 bilhões de libras, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi de 2,1 bilhões de libras. A receita total do grupo avançou 3%, para aproximadamente 7,4 bilhões de libras. Apesar do crescimento, o desempenho de algumas áreas ficou abaixo das expectativas do mercado. O negócio de banco de investimentos apresentou receita de 3,1 bilhões de libras, inferior à previsão de 3,3 bilhões. A negociação de ativos de renda fixa foi um dos principais pontos de pressão, com queda anual de 19% nessa atividade. As provisões para perdas de crédito, utilizadas para cobrir possíveis inadimplências em empréstimos, recuaram 20% em um ano, para 503 milhões de libras. Ainda assim, os resultados demonstram que o desempenho de um banco depende de diferentes fontes de receita e não apenas da redução de despesas. Como a inteligência artificial está mudando o trabalho nos bancos Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital A adoção de inteligência artificial no setor financeiro vai além dos chatbots utilizados no atendimento aos clientes. A tecnologia também pode auxiliar na análise de documentos, na programação de sistemas, na identificação de fraudes e na execução de tarefas administrativas repetitivas. No caso do Barclays, a redução de postos de apoio, incluindo vagas de desenvolvimento, sinaliza que parte dos ganhos de produtividade obtidos com tecnologia pode ser convertida em diminuição do quadro de funcionários. Isso não significa, entretanto, que todas as atividades dessas áreas serão substituídas por sistemas automatizados. Bancos continuam precisando de profissionais para supervisionar operações, avaliar riscos, garantir a segurança das informações e cumprir exigências regulatórias. O efeito sobre o emprego dependerá da velocidade de adoção das ferramentas, das decisões de cada empresa e da capacidade dos trabalhadores de desenvolver competências complementares à automação. Imagem: Reprodução O post Barclays prevê corte de 5 mil empregos com IA no avanço da redução de custos foi publicado originalmente em Seu Crédito Digital. A reprodução não autorizada deste conteúdo é proibida e monitorada. O post Barclays prevê corte de 5 mil empregos com IA no avanço da redução de custos apareceu primeiro em Seu Crédito Digital.
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