Foto: Pixabay Pelo menos 23 países, além de blocos econômicos, adotaram restrições à importação de produtos avícolas brasileiros após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, em outubro de 2026. As medidas variam conforme o mercado importador: enquanto alguns países suspenderam as compras de todo o Brasil, outros limitaram as restrições ao estado de Santa Catarina ou aos municípios afetados. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o reconhecimento internacional da regionalização sanitária, resultado de negociações com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), contribuiu para reduzir os impactos comerciais da doença. As restrições foram adotadas após a confirmação, em 18 de outubro, de um foco da doença em uma granja comercial de perus de corte, localizada em Nova Itaberaba, no oeste catarinense. Quais países restringiram as importações? As medidas comerciais foram divididas em três níveis, conforme a abrangência territorial das restrições: Suspensão das importações de todo o Brasil: Uruguai México Malásia Restrições às importações de Santa Catarina: China Chile Peru Turquia Paraguai Uzbequistão União Econômica Eurasiática Restrições limitadas à área sob controle sanitário: Arábia Saudita Emirados Árabes Unidos Japão União Europeia Reino Unido Coreia do Sul Argentina Canadá Egito Vietnã Neste último grupo, as restrições se concentram nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Acordos sanitários evitam perdas de US$ 954 milhões De acordo com o Mapa, o avanço no reconhecimento da regionalização sanitária permitiu que países importadores adotassem restrições mais localizadas, evitando a suspensão generalizada das compras de produtos avícolas brasileiros. A estratégia ganhou força após a identificação de um foco de Newcastle no Rio Grande do Sul, em julho de 2024. Desde então, o Brasil intensificou as negociações para que as medidas comerciais seguissem os princípios de regionalização previstos no Código Sanitário para os Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Um exemplo dessa mudança é a China. Em 2024, o país asiático suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro. Já em 2026, a restrição ficou limitada a Santa Catarina. Levantamento do Mapa, baseado nas exportações brasileiras de 2025, estima que o reconhecimento da regionalização sanitária evitou perdas comerciais potenciais de aproximadamente US$ 954 milhões por ano. Entre os mercados com maior impacto econômico mitigado estão a China, com cerca de US$ 485 milhões em perdas evitadas, a Arábia Saudita, com US$ 293 milhões, e a Argentina, com US$ 57 milhões. Santa Catarina registra novos focos de Newcastle Após a confirmação do primeiro caso em Nova Itaberaba, o Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Posteriormente, outros dois focos da doença foram identificados em Coronel Freitas e Nova Erechim, dentro da mesma área de restrição sanitária. Segundo o Mapa, a resposta brasileira envolve ações do Serviço Veterinário Oficial (SVO), incluindo investigações epidemiológicas, medidas de contenção e vigilância sanitária. Paralelamente, o governo federal mantém contato com os países importadores para fornecer atualizações técnicas sobre a situação sanitária e buscar a aplicação de restrições proporcionais à localização dos focos e aos riscos identificados. O post Doença de Newcastle: mais de 20 países restringem importações de produtos avícolas apareceu primeiro em Canal Rural.
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