Partidos aliados de Flávio Bolsonaro reconhem vitória de Lula e parabenizam presidente

Dirigentes de partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais não acompanharam o posicionamento do senador de contestar o resultado das urnas. Podemos, Republicanos e União Brasil reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o parabenizaram pela reeleição. Partidos como PSD e PSDB, que liberaram seus quadros para votar em quem quisessem, e o MDB, que ficou dividido, também se manifestaram no mesmo sentido. Em nota divulgada nesta manhã (26), o presidente do União, Antonio Rueda, cumprimentou Lula em nome do partido e defendeu a união do país e o respeito à decisão das urnas. Ele também afirmou que a sigla está disposta a apoiar o governo em "medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades". "A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos. Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido. Encerrado o processo eleitoral, é hora de unir o país em torno de uma agenda comum", declarou na nota. O Podemos, também em nota oficial, parabenizou o presidente Lula e afirmou que vai manter uma atuação independente no Congresso. "Colocando os interesses do Brasil e da população acima de qualquer disputa política", diz o texto assinado pela presidente do partido, a deputada Renata Abreu. "O Brasil encerra mais um processo eleitoral marcado pela forte disputa e pela divisão de opiniões. O Podemos parabeniza o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e deseja que seu governo tenha sabedoria e responsabilidade para conduzir o país e governar para todos os brasileiros. O Podemos seguirá atuando com independência no Parlamento, colocando os interesses do Brasil e da população acima de qualquer disputa política", declarou. O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, se manifestou ainda na noite do domingo de eleições. Ele parabenizou Lula e disse que o presidente tem a responsabilidade de governar para todos. "Parabenizo o presidente Lula pela reeleição. O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. É o que esperamos em favor do Brasil", escreveu em publicação na rede social X. O MDB, que ficou neutro no primeiro turno e se dividiu no segundo, com 16 diretórios estaduais a favor de Flávio Bolsonaro e dez apoiando Lula, reconheceu a vitória petista em publicação nas redes sociais. "Parabéns ao presidente@LulaOficial, reeleito democraticamente conforme a Constituição de 1988. É um momento em que a vontade popular se fez soberana", diz a postagem. "Desejamos que ele tenha serenidade para governar o País em favor de todos sem exceção", concluiu. O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, quadro do partido, também divulgou nota afirmando que confia no resultado das urnas, mesmo tendo apoiado Flávio Bolsonaro. "Confio plenamente no processo eleitoral brasileiro. Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas", ele disse. Já o PSDB, que liberou seus integrandes a apoiar quem quisessem no segundo turno, desejou êxito ao presidente Lula e disse esperar que seu governo "saiba buscar a união dos brasileiros, respeitando as diferenças que fazem parte da vida democrática, e avance na solução dos problemas que afetam a vida dos brasileiros". Aécio Neves, presidente nacional da sigla, disse que o partido fará oposição quando considerar necessário, mas ressaltou que os interesses do país devem prevalecer sobre as disputas políticas. O PSD, partido presidido por Guilberto Kassab, cumprimentou Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), pela vitória e desejou um bom governo a toda sua equipe. O partido reafirma seu compromisso com nossa democracia e vai procurar corresponder às expectativas dos eleitores brasileiros: apoiar as iniciativas que busquem corrigir as desigualdades sociais, promover o equilíbrio fiscal e que tragam confiança àqueles que querem investir no Brasil, gerando empregos e riqueza para o país, para termos uma economia estável", disse Kassab em nota. O PSD lançou candidatura própria no pleito deste ano, com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como cabeça de chapa e o próprio Kassab como vice. Eles ficaram em quinto lugar, com 2,18% dos votos. No segundo turno, Caiado apoiou Flávio Bolsonaro e o PSD manteve a neutralidade, liberando diretórios locais a apoiarem o candidato da preferência. O partido de Kassab tem histórico de ser governista, apesar do presidente nacional da sigla reforçar independência do grupo. Atualmente, o PSD ocupa três ministérios na gestão petista: Minas e Energia com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária com André de Paula e a pasta da Pesca e Aquicultura comandada por Édipo Araújo, que apesar de não ser filiado, é da cota do PSD.

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