Americanas (AMER3) encerra recuperação judicial após crise contábil e reestruturação

A Americanas (AMER3) anunciou o fim de sua recuperação judicial (RJ), encerrando uma fase crítica iniciada em janeiro de 2023, quando a companhia expôs inconsistências contábeis de aproximadamente R$ 20 bilhões. Dias após o ocorrido, a varejista solicitou proteção judicial, revelando um passivo de cerca de R$ 43 bilhões com mais de 16 mil credores. Na Bolsa de Valores, as ações da AMER3 desvalorizaram de R$ 12 para R$ 0,05 antes de um grupamento em agosto de 2024, representando uma queda de 99,58%. O encerramento da RJ impulsionou o papel, que chegou a subir mais de 25% e fechou com avanço de 17,09% nesta terça-feira (20), cotado próximo a R$ 6,99. Apesar da valorização recente, a empresa e suas ações mantêm uma distância considerável dos níveis pré-2023. Em 19 de janeiro de 2023, a ação já havia caído para R$ 1, uma perda de 91,67% em seis pregões, antes de atingir a mínima nominal de R$ 0,05 em agosto de 2024. A empresa também reduziu sua estrutura física, passando de 1.803 lojas em 2022 para 1.448 unidades em 2024, uma diminuição de 19,7%. A receita líquida, que era de R$ 5,4 bilhões no 3º trimestre de 2022, caiu para R$ 3,3 bilhões no 2º trimestre de 2026, com o digital perdendo protagonismo para o varejo físico, conforme declaração do então CEO Leonardo Coelho.

Análise

O desfecho da Americanas dependerá da execução de seu plano de negócios pós-RJ, com foco na eficiência operacional e na recuperação da receita líquida, que foi de R$ 3,3 bilhões no 2º trimestre de 2026. É crucial observar a evolução dos resultados financeiros trimestrais e a capacidade da empresa de gerar fluxo de caixa positivo nos próximos balanços, além da resposta do consumidor à sua nova estratégia de varejo físico e O2O.

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