Seguro cibernético deve se tornar padrão para pequenas empresas, afirma RPS

Steven Robinson, líder nacional de segurança cibernética da RPS, afirmou que o seguro cibernético precisa ser integrado como parte padrão dos programas de seguro para pequenas e médias empresas (PMEs), em vez de ser um complemento opcional. Durante a Conferência de Risco Cibernético da Zywave, realizada em Nova York em outubro, Robinson sugeriu transformar a oferta de uma "opção de adesão (opt-in)" para uma "opção de exclusão (opt-out)". Ele destacou que a cobertura cibernética ainda tem baixa penetração no setor de empresas menores, com adesão inferior a 25%, e criticou a forma como os corretores a apresentam como um "extra opcional". Paralelamente, Emily Licitra, vice-presidente sênior de responsabilidade profissional da Arch Insurance, expressou preocupação com a utilização da inteligência artificial (IA) por agentes de ameaças para escalar ataques, como phishing e ransomware. Licitra explicou que a IA está ampliando a velocidade e a escala das ameaças cibernéticas existentes, em vez de criar novas categorias de prejuízo, o que reduz o tempo para defensores e seguradoras reagirem.

Análise

A efetivação da proposta de seguro cibernético como padrão para PMEs depende da aceitação e implementação pelas principais seguradoras e associações do setor, o que pode ser observado nos próximos comunicados de resultados de empresas como Arch Insurance ou em conferências setoriais ao longo de 2027. O impacto da IA nas ameaças cibernéticas será monitorado nos relatórios de perdas e sinistros das seguradoras, bem como em relatórios de segurança de empresas como CrowdStrike e Palo Alto Networks, com os primeiros dados mais claros esperados nos balanços do 1º trimestre de 2027.

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