O levantamento da AtlasIntel aponta que Lula detém 43,4% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 33,7%, resultando em uma vantagem de 9,7 pontos percentuais para o petista no primeiro turno. Ambos os candidatos, no entanto, apresentaram recuo no apoio, e a pesquisa destacou uma mudança expressiva no voto dos jovens, sinalizando dinâmicas eleitorais em evolução. A manutenção da liderança de Lula sinaliza continuidade na incerteza quanto à direção da política econômica, especialmente em termos fiscais e de intervenção estatal. Isso tende a pressionar o câmbio (USDBRL), a curva de juros futuros e ações de empresas estatais como PETR4 e ELET3, além de setores regulados. Historicamente, ciclos eleitorais brasileiros, como em 2018 e 2022, geraram volatilidade significativa no IBOV, com oscilações de até 10% em períodos de maior incerteza sobre o resultado e a agenda econômica. Os próximos debates e divulgações de pesquisas serão gatilhos cruciais para a precificação de riscos, com o horizonte de médio prazo ditado pela clareza das plataformas econômicas dos candidatos.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve operar com maior volatilidade, aguardando novos dados de pesquisa e o detalhamento das propostas econômicas dos candidatos. Um movimento de Lula em direção a uma agenda mais fiscalmente responsável pode aliviar a pressão, mas qualquer sinal de maior gasto ou intervenção provavelmente levará a um aumento do prêmio de risco, com o USDBRL podendo testar R$5.35 e as taxas de DI de longo prazo subindo 20-30bps.
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