Economistas da Nomura afirmam que a nova metodologia de Kevin Warsh para monitorar a inflação não demonstra maior poder preditivo em comparação com as métricas de núcleo (core inflation). A falta de um modelo superior de previsão inflacionária mantém a incerteza sobre o futuro da política monetária, já que bancos centrais dependem de dados confiáveis para suas decisões sobre taxas de juros. No Brasil, a ausência de um "farol" inflacionário mais preciso reforça a cautela do Banco Central em sua política monetária, influenciando a Selic e a valorização do Real (USDBRL). Similar ao debate sobre a "Grande Moderação" nos anos 2000, onde novos modelos econômicos falharam em prever a crise de 2008, a confiança em métricas não validadas pode gerar falsos sinais. A próxima divulgação do Payroll dos EUA em 2026-10-02 e o subsequente relatório de inflação serão cruciais para reorientar as expectativas do mercado. No médio prazo, a persistência de diferentes visões sobre a inflação pode manter a volatilidade nos mercados de renda fixa e de câmbio, exigindo flexibilidade nas estratégias de alocação.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado continuará monitorando de perto os dados de inflação oficiais (CPI, PCE) e os comentários de membros do Fed, especialmente após o Payroll de 2026-10-02. A falta de um modelo preditivo superior pode manter a volatilidade em títulos e câmbio. Se os dados de inflação surpreenderem para cima, haverá uma reavaliação das expectativas de juros, com potencial pressão sobre ativos de crescimento.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real