Três plataformas estão entre alvos de operação da PF contra pirâmides financeiras

As plataformas Jockey Bit, Wish Money e F2 Trading estão entre os alvos da Operação São Silvestre, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (22) contra um suposto esquema de fraudes com investimentos em criptomoedas, segundo apurou o Valor. As três atuavam sem CNPJ próprio no Brasil. A Jockey Bit, brasileira, mantinha escritório na Praia Brava, em Itajaí (SC), enquanto a Wish Money e a F2 Trading operavam internacionalmente e contavam com parceiros no país para divulgar seus serviços e atrair investidores. A F2 Trading foi lançada em 2019, após o encerramento das atividades da FX Trading, ligada ao empresário Philip Han. Em maio daquele ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que a FX Trading suspendesse a oferta de investimentos em Forex, mercado internacional de moedas, por captar clientes brasileiros sem autorização da autarquia. Em agosto de 2022, Han e sua mulher, Carla Moreira Han, foram alvos de buscas da Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre suspeitas de pirâmide financeira e lavagem de dinheiro envolvendo seis empresas, entre elas a FX Trading e a F2 Trading. Antes disso, em 4 de novembro de 2020, a Justiça paulista havia arquivado outro inquérito, envolvendo o empresário e seus sócios nas empresas F2 Trading Corporation e AirBit Club. Segundo o Ministério Público de São Paulo, as provas reunidas não foram suficientes para caracterizar organização criminosa ou lavagem de dinheiro. A Wish Money, por sua vez, interrompeu saques de bitcoin em outubro de 2019, em meio a reclamações de investidores sobre a falta de pagamentos. Na época, a plataforma oferecia planos de investimento com promessa de rendimento de até 2,1% ao dia. A Operação São Silvestre investiga esquemas que captaram recursos de investidores no Brasil e no exterior entre 2018 e 2020. Segundo a PF, as plataformas ofereciam aplicações em criptomoedas e operações automatizadas por robôs, com promessas de retorno de 2% a 3% ao dia ou de 10% a 70% ao mês. A estimativa é de que mais de 10 mil pessoas tenham sido vítimas das fraudes. A ação desta quinta-feira envolveu o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em cinco Estados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de 15 pessoas físicas e 13 empresas, até o limite de R$ 100 milhões, para preservar recursos destinados a uma eventual reparação dos prejuízos. O Valor tenta contato com as empresas investigadas. Polícia Federal Reprodução/PF

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