CEO da Ryanair alerta que tarifas podem subir 20% com US$2,2 bilhões mais no combustível

O'Leary afirmou que a empresa enfrenta 2027 com preços de petróleo muito mais altos, que provavelmente serão repassados aos consumidores em passagens aéreas. Ele citou a falta de resolução no Oriente Médio e o preço do combustível de aviação em US$ 170 o barril como fatores que criam um "abismo de custos significativo". A Ryanair indicou que não espera que o aumento nas tarifas de voos de curta distância compense integralmente um aumento estimado de 2 bilhões de euros nos encargos com combustível. Consequentemente, a empresa está implementando uma revisão de custos, que inclui a redução de rações para a tripulação, um potencial congelamento temporário de salários e o uso de inteligência artificial para otimizar a eficiência.

Análise

A evolução do cenário geopolítico no Oriente Médio, que influencia diretamente os preços do petróleo, definirá a magnitude do impacto nos custos de combustível. A próxima divulgação dos resultados financeiros de outras grandes companhias aéreas europeias, que ocorrerão nos próximos meses, detalhará como a pressão de custos já está afetando suas margens e se o repasse de tarifas será efetivo. O comportamento do consumidor europeu frente aos aumentos de tarifas, que será visível em relatórios de tráfego aéreo e dados de turismo ao longo de 2027, também será crucial para determinar o desfecho.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real