O Goldman Sachs revisou para cima os preços-alvo de diversas refinadoras europeias, citando a robusta demanda e precificação do diesel no mercado. O mecanismo econômico reside na expansão das margens de refino (crack spreads) do diesel, o que se traduz diretamente em maior lucratividade para as empresas do setor. Esta expectativa beneficia diretamente ações de empresas como TotalEnergies (TTE.PA), Shell (SHEL.L) e Repsol (REP.MC), com potencial de valorização. Para o investidor brasileiro, o cenário europeu reforça a tese de resiliência da demanda por combustíveis, indiretamente impactando a Petrobras (PETR4) e o valor do Brent. Em 2022, a crise energética na Europa também impulsionou fortemente as margens de refino, com ações de algumas refinadoras subindo mais de 25% no trimestre. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de resultados trimestrais dessas refinadoras, que confirmarão a extensão das margens de refino. No médio prazo, a sustentabilidade da força do diesel dependerá da atividade econômica global e da capacidade de suprimento, influenciando a rentabilidade do setor.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se que as ações das refinadoras europeias como TTE.PA, SHEL.L e REP.MC continuem a apresentar desempenho positivo, com potencial de valorização de 8-12%. O principal gatilho para revisões adicionais será a divulgação dos resultados do próximo trimestre, validando a sustentabilidade das margens de refino. No longo prazo, a transição energética e a política climática europeia serão fatores de risco a monitorar.
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