As empresas de energia nuclear Oklo e NuScale Power sofreram uma desvalorização combinada de 85,3% em 2026, frustrando investidores que apostavam em seu potencial de crescimento. O mecanismo por trás dessa queda reside na percepção de alto risco e nos longos ciclos de desenvolvimento inerentes à tecnologia nuclear, que exigem capital substancial e enfrentam rigorosas barreiras regulatórias. Consequentemente, ativos como SMR (NuScale Power) e ETFs setoriais como URNM (Global X Uranium ETF) têm sido penalizados. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, mas sinaliza uma aversão global a setores de alto capex e maturação lenta, influenciando o sentimento geral de risco. Em um paralelo histórico, as empresas de energia solar e eólica enfrentaram correções semelhantes no início da década de 2010, quando as expectativas de crescimento superaram a capacidade de entrega e os custos se mostraram elevados. Os próximos gatilhos a monitorar incluem o progresso regulatório de projetos-chave e a divulgação dos resultados financeiros que detalhem a queima de caixa. No médio prazo, o setor nuclear pode apresentar oportunidades se houver maior clareza regulatória e avanços tecnológicos que reduzam os prazos e custos de implantação.
As ações nucleares, como SMR (NuScale Power), devem permanecer sob pressão de venda nas próximas 4-8 semanas, até que haja catalisadores claros como anúncios de novos contratos significativos ou marcos regulatórios. A persistência de desafios na cadeia de suprimentos e o aumento dos custos de capital podem prolongar a fase de correção. Um possível gatilho para uma recuperação mais sustentável seria uma política energética governamental mais agressiva em favor da energia nuclear, com incentivos fiscais e financiamento facilitado.
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