Petrobras cai mais de 20% em 2 semanas após eleições no Brasil e nos EUA

A Petrobras (PETR3; PETR4) viu suas ações cair aproximadamente 20% nas duas semanas seguintes às eleições presidenciais no Brasil e nos Estados Unidos, conforme relatado pelo InfoMoney em 06/11/2026. Até então, a companhia apresentava ganhos de 100% no acumulado do ano, com a alta reduzida para 60% em 2026 – ainda expressiva, mas inferior ao patamar registrado até a terceira semana de outubro. O movimento de perdas coincidiu com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que surpreendeu investidores que esperavam a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), considerado mais pró‑mercado. A trajetória da Petrobras em 2026 foi marcada por fatores favoráveis: a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou os preços do petróleo, impulsionando lucros globais, e a estatal combinou forte geração de caixa, perspectiva de dividendos elevados e uma política comercial relativamente preservada. No entanto, a partir do fim de outubro, a equação mudou. Investidores passaram a monitorar o tema dos combustíveis, surgindo informações de que a Petrobras enfrentaria dificuldades para cumprir metas de diesel, gasolina e GLP, questionando possíveis ajustes na política de preços e a preservação da governança da companhia. Bancos internacionais, como JPMorgan e Morgan Stanley, mantiveram visões construtivas, destacando a geração de caixa e dividendos atrativos, e estimando rendimento de fluxo de caixa livre de 17,5% para 2027. A eleição legislativa americana influenciou o cenário, com a vitória dos democratas no Congresso aumentando a percepção de pressão sobre o governo de Donald Trump para negociar com o Irã. A perspectiva de redução do prêmio geopolítico sobre o petróleo fez o Brent despencar cerca de 17%, passando de US$ 118 para US$ 98 por barril.

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