Mercado Livre lucra US$ 448 milhões e soma receitas de US$ 10,75 bi no 3º trimestre

O Mercado Livre apresentou um lucro líquido de US$ 448 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 6% na comparação com o mesmo período de 2025. O lucro diluído por ação foi de US$ 8,83, abaixo dos US$ 9,18 esperados pelo consenso do mercado. O resultado operacional do Mercado Livre foi de R$ 676 milhões, queda de 6% ao ano. De acordo com a companhia, dois fatores contribuíram para a queda sequencial: um impacto líquido negativo de 0,60 ponto percentual relacionado ao transporte e logística (“shipping”), dividido entre margem bruta e despesas gerais e administrativas, e maiores gastos com vendas e marketing, que reduziram a margem em 0,40 ponto percentual. Ainda segundo o Meli, a queda do resultado operacional foi mais do que compensada por uma alíquota de imposto menor e por perdas cambiais reduzidas de US$ 72 milhões no trimestre, contra US$ 102 milhões há um ano. Entre julho e setembro, a gigante do varejo on-line somou receitas de R$ 10,75 bilhões, montante 45% maior na comparação anual. No Brasil, a companhia destaca que o crescimento manteve-se sólido mesmo um ano após a redução do valor mínimo para o frete grátis, de R$ 79 para R$ 19, implementada em junho de 2025. O volume bruto de mercadorias desconsiderando os efeitos da variação cambial cresceu 36% ano contra ano no país, e os itens vendidos avançaram 45%, sendo o quinto trimestre consecutivo com expansão superior a 40%. No México, os itens vendidos cresceram 25% ano a ano e o volume bruto de mercadorias avançou 21% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já na Argentina, os itens vendidos cresceram 19% e o volume bruto teve alta de 40% na comparação anual. No consolidado, a companhia vendeu 867 milhões de itens no trimestre encerrado em setembro, o que significou um crescimento de 36% na base anual. O número de compradores únicos ativos em “Commerce” cresceu 22% ano a ano, totalizando aproximadamente 94 milhões. O volume bruto de mercadorias consolidado chegou a US$ 23 bilhões, também desconsiderando a variação cambial, sendo 33% maior ano a ano. “Nossos investimentos estão funcionando. Os usuários estão comprando com mais frequência e confiando mais recursos ao Mercado Pago, sendo que o grupo que utiliza ambos os serviços é o que mais cresce. Esse engajamento gera escala e a escala nos torna mais eficientes, abrindo espaço para continuarmos investindo. Com o varejo migrando para o ambiente on-line no ritmo mais rápido desde 2020, o engajamento que construímos agora definirá nossa liderança pelos próximos anos”, diz Martín de los Santos, diretor financeiro do Mercado Livre, em comunicado que acompanhou o balanço. Neste trimestre, os custos de envio aumentaram com maior oferta de frete grátis e houve aumento de 10% na capacidade de “fulfillment” (serviço que armazena e despacha os pedidos) ante o mesmo período do ano passado. Segundo o Mercardo Livre, o aumento da capacidade antes do período sazonal de maior demanda é um movimento esperado todos os anos. “A expansão registrada neste trimestre reflete o forte ritmo de crescimento da companhia e as oportunidades que temos pela frente”, diz, em nota. O engajamento dos compradores seguiu em alta em toda a região, com crescimento de 12% no número de itens por comprador em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, o crescimento de itens por comprador acelerou de um ritmo de somente um dígito — antes da redução do valor mínimo do frete grátis — para 16% no terceiro trimestre de 2026. Por volta das 18h11, as ações do Mercado Livre caíam 7,7% no pós-mercado da Nasdaq, em Nova York. No pregão regular, os papéis subiram 4,7%.

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