Protestos eclodiram em diversos países europeus, incluindo França, Bélgica, Itália, Grécia, Albânia, Espanha e Portugal, desde setembro. As mobilizações, que começaram com estudantes franceses reclamando de prédios deteriorados e falta de professores, rapidamente se ampliaram para incluir sindicatos, aposentados e agricultores. As principais pautas são a deterioração do ensino público, a moradia cara, especialmente em Portugal e Espanha onde os preços mais que dobraram em uma década, e o custo de vida elevado, com salários e aposentadorias estagnados e preços de combustíveis, energia e alimentos em alta. O cenário é agravado pela situação fiscal de países como França e Bélgica, que enfrentam déficits acima de 5% do PIB e pressões para cortar gastos, limitando a capacidade de atender às demandas populares. A desconfiança dos investidores levou o rendimento do título de 10 anos da França a superar 5%.
O desfecho dependerá da capacidade dos governos europeus de responder às demandas sociais e implementar reformas fiscais eficazes, com a votação de orçamentos e decisões de política econômica nos próximos meses. A reunião do FOMC em 28 de outubro e do Copom em 4 de novembro também serão cruciais para o sentimento de risco global, influenciando indiretamente a percepção de risco sobre a Europa.
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