A refinaria chinesa Hengli está sob acusação de financiar o Irã através da compra de petróleo sancionado, contornando restrições internacionais. A aquisição de petróleo iraniano sancionado por empresas como Hengli cria um canal de financiamento ilícito para o Irã, ao mesmo tempo em que adiciona oferta ao mercado global de petróleo, potencialmente a preços descontados, pressionando a eficácia das sanções e a dinâmica de oferta/demanda. Produtoras de petróleo como XOM ($160.10) e PETR4 (R$42.09) podem ver suporte nos preços devido ao risco geopolítico persistente, enquanto transportadoras como FRO enfrentam aumento de riscos e custos. Para o investidor brasileiro, a instabilidade e a volatilidade nos preços do petróleo podem impactar a PETR4 positivamente, mas também elevar custos de combustíveis, afetando companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4. Em 2019, sanções dos EUA à Venezuela levaram a uma "frota fantasma" de petroleiros e à reorientação de fluxos, com impactos nos preços e custos de frete marítimo, semelhantes aos atuais esforços de evasão iraniana. O próximo gatilho será qualquer declaração oficial dos EUA sobre a aplicação de sanções secundárias a empresas chinesas ou a intensificação da fiscalização de rotas marítimas. No médio prazo, a persistência da evasão de sanções pode manter um teto informal nos preços do petróleo, mas o risco de uma escalada na aplicação das sanções pode gerar picos de volatilidade.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado de petróleo permanecerá atento a qualquer movimento dos EUA. Se houver anúncios de sanções secundárias ou medidas de fiscalização mais rígidas, o Brent pode subir para a faixa de $92-95. Caso contrário, a continuidade da evasão pode manter os preços do petróleo em um patamar mais estável, com volatilidade direcionada por outros fatores macroeconômicos e de demanda global.
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