O volume de vendas no varejo restrito brasileiro registrou um aumento de 0,5% em junho em comparação com maio, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE, superando a mediana de 0,3% esperada por analistas. Este avanço, somado à revisão para cima do dado de maio (de 0,1% para 0,3%), sugere uma recuperação mais robusta do consumo doméstico, impulsionando a demanda por bens e serviços. A surpresa positiva pode sustentar valuations de empresas do setor de varejo e consumo discricionário listadas na B3, como MGLU3 e LREN3, que dependem diretamente do poder de compra do consumidor. Para o investidor brasileiro, o dado reforça a tese de estabilização econômica, podendo levar a um menor prêmio de risco em ativos locais e influenciar as expectativas para a Selic. Historicamente, períodos de recuperação do varejo, como o observado em 2017-2018 pós-recessão, resultaram em valorização de 15-20% para ações de varejo em 12 meses, desde que a inflação permaneça controlada. O próximo dado a monitorar será o IPCA de agosto, que fornecerá insights sobre a inflação e seu impacto no poder de compra, além da próxima reunião do Copom. No médio prazo, se a resiliência do varejo se mantiver e a inflação desacelerar, o cenário será construtivo para ações de consumo, embora a taxa de juros ainda possa ser um contraponto.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o setor de varejo mantenha um momentum positivo, especialmente se os próximos dados de inflação (IPCA de agosto) confirmarem a desaceleração. A performance das ações de varejo, como MGLU3 e LREN3, dependerá da sustentação do consumo e da sinalização do Copom sobre os juros, com um potencial de alta de 5-10% no curto prazo.
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