Alphabet (GOGL34): resultados trimestrais trazem US$ 127 bi em receita, mas caixa segue pressionado; o que fazer com as

Ontem (28), após o fechamento do mercado e junto com a Microsoft, a Alphabet (B3: GOGL34 | Nasdaq: GOOGL) divulgou seus números do 3T26. Com a receita totalizando US$ 127,6 bilhões (+25% a/a), esse foi o 13º trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos e um ritmo de receita anualizado equivalente a meio trilhão de dólares. Surpresa do trimestre: Google Cloud cresce 103% no 3T26 Em relação às frentes da companhia, Google Services contribuiu com US$ 96,3 bilhões (+11% a/a) para a receita total. A subdivisão que mais contribuiu para esse crescimento foi novamente o Google Search (+12% a/a), acumulando US$ 63,4 bilhões, com o ritmo de crescimento das buscas atingindo o maior patamar dos últimos cinco anos. YouTube Ads e Assinaturas, Plataformas e Dispositivos cresceram 9% e 11%, respectivamente, enquanto Google Network seguiu praticamente estável, com alta marginal de 1% na comparação anual. Já a frente mais esperada, o Google Cloud, foi mais uma vez a grande surpresa do trimestre, com receita atingindo US$ 30,7 bilhões, alta impressionante de 103% na comparação anual, bem acima dos 90% esperados. O avanço refletiu a forte demanda por infraestrutura e soluções corporativas de IA no GCP, serviços de computação, armazenamento e dados e, pela primeira vez, a contribuição relevante da venda de TPUs, reforçando a estratégia integrada da companhia, do chip ao software. Em relação aos indicadores da frente de Cloud, os modelos próprios já processam cerca de 32 bilhões de tokens por minuto (+40% t/t e 4x a/a). O aplicativo Gemini superou 1 bilhão de usuários, tornando-se o produto de crescimento mais rápido da história do Google, enquanto YouTube Music e Premium passaram de 150 milhões de assinantes globais. Destaques operacionais da Alphabet (GOGL34) Em termos operacionais, o segmento de Google Services apresentou margem de 40,7% (+2,2 p.p. a/a), enquanto o Cloud entregou margem de 36,2% (+12,5 p.p.), com lucro operacional de US$ 11,1 bilhões, mais que o triplo do reportado um ano antes. No consolidado, o lucro operacional somou US$ 40,6 bilhões (+30% a/a) e a margem operacional atingiu 31,8% (+1,3 p.p.), mesmo com os gastos de P&D crescendo 36% e as atividades de IA no nível corporativo consumindo US$ 7,7 bilhões. Na linha final, o lucro líquido atribuível aos acionistas seguiu na direção oposta, caindo 25% a/a, para US$ 26,2 bilhões, enquanto o LPA diluído recuou 26%, para US$ 2,12. O movimento foi provocado pelo resultado financeiro e por perdas em participações acionárias, que transformaram o ganho de US$ 12,8 bilhões registrado no 3T25 em uma despesa de US$ 8,2 bilhões no 3T26. Esse efeito, essencialmente contábil, reduziu o lucro líquido em US$ 6,7 bilhões. Assim como no trimestre passado, a perda é majoritariamente contábil e não consome caixa, reforçando que a volatilidade do resultado financeiro não reflete, por si só, a qualidade operacional do negócio. Salto no capex faz ações caírem 8% após resultados O principal ponto de atenção continua sendo o ciclo de investimentos. O capex saltou para US$ 51,4 bilhões no trimestre (+114% a/a), levando o fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) a um consumo de US$ 9,1 bilhões, ante US$ 5,9 bilhões negativos no 2T26. Nos últimos doze meses, o FCF caiu para US$ 19,7 bilhões. Para financiar esse esforço, a companhia captou US$ 29,0 bilhões líquidos em dívida e US$ 12,4 bilhões por meio da emissão de ações pelo programa at-the-market. A dívida de longo prazo avançou de US$ 46,5 bilhões em dezembro para US$ 125,1 bilhões, enquanto o ativo total ultrapassou US$ 1 trilhão. Diante desse cenário, o mercado penalizou a ação, que chegou a recuar mais de 8% no after-market. Alphabet (GOGL34): o que fazer com as ações? Apesar da linha final pressionada e do caixa negativo, as operações da Alphabet seguem combinando negócios extremamente lucrativos, com margens operacionais em expansão em todos os segmentos, mesmo em meio ao ciclo de investimentos mais intenso de sua história. Além desses fatores, a aceleração do Cloud, que dobrou de tamanho em doze meses e agora também captura a venda de hardware proprietário, a resiliência do Search (que volta a acelerar as consultas ao incorporar IA ao buscador) e a escala do Gemini seguem impulsionando os resultados. Somados a um valuation atrativo de 24x os lucros projetados, esses fatores reforçam nossa convicção na Alphabet (B3: GOGL34 | Nasdaq: GOOGL). O post Alphabet (GOGL34): resultados trimestrais trazem US$ 127 bi em receita, mas caixa segue pressionado; o que fazer com as ações? apareceu primeiro em Empiricus.

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