Leilão de transmissão de energia já tem Celeo, Neoenergia, Cymi e Cox Brasil como vencedoras e deságios elevados

O último leilão de transmissão deste ano, no qual serão ofertados oito lotes que resultarão em R$ 8,9 bilhões em investimentos, já tem como vencedores os grupos Celeo Redes Brasil, Neoenergia, Cymi e Cox Brasil. Estão sendo licitados 1.866 quilômetros (km) em novas linhas e 12.694 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação em subestações, além de compensadores síncronos, que são utilizados para estabilizar a rede elétrica, para além da continuidade da operação de ativos já existentes. As obras se estenderão por sete estados e deverão ser concluídas de 42 a 60 meses, dependendo do lote, a partir da assinatura dos contratos, que está prevista para fevereiro de 2027. Veja abaixo os vencedores até o momento: Lote 1 A Neoenergia arrematou o lote 1 do leilão de transmissão de energia que está sendo realizado na B3, em São Paulo (SP), com uma oferta de R$ 59,85 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), que representa um deságio de 51,21%. A companhia disputou o trecho com Cymi, Axia Energia, Engie, Consórcio Olympus XXI (liderado pela Alupar) e Tradetek, sendo que esta última travou uma disputa a viva-voz de quase uma hora, superando os 100 lances, com a empresa do grupo Iberdrola. Com isso, continuará a operar 483 km de linhas e de três subestações existentes na Bahia, que foram ofertados devido ao fim da concessão de sua controlada, e construirá e operará mais 238 km de novas linhas e mais 100 MVA em capacidade de transformação na Subestação Brumado II para atender novas cargas nas regiões Sul e Centro-Sul do Estado da Bahia. O investimento estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 493,1 milhões, e o prazo para início de operação comercial é de 48 meses. A RAP máxima que havia sido estipulada pela agência reguladora era de R$ 122,7 milhões. Lote 3 A empresa Cymi Construções e Participações arrematou o lote 3 do leilão de transmissão de energia que está sendo realizado na B3, em São Paulo (SP), com uma oferta de R$ 78,7 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), que representa um deságio de 57,08% frente à RAP máxima estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o trecho, de R$ 183,4 milhões. A companhia disputou o trecho com outras três proponentes: EDP, Cymi, Axia e Consórcio Olympus XXI, sendo este último liderado pela Alupar. O lote contempla a construção de 45 km de linhas e 3.600 MVA de capacidade de transformação para atender a região central da cidade de São Paulo. Os aportes para o lote foram estimados pela Aneel em R$ 1,07 bilhão, e o prazo para entrada em operação é de 48 meses. Lote 4 A empresa Celeo Redes Brasil arrematou o lote 4 inteiro do leilão de transmissão de energia, com uma oferta de R$ 377,1 milhões de RAP, que representa um deságio de 50,55%. A proposta ficou abaixo da soma das menores ofertas pelos sublotes 4A e 4B, o que garantiu a vitória pela modalidade de lote completo. A empresa disputou o trecho com Cymi, Consórcio Olympus XXI (liderado pela Alupar), Axia, Engie, FIP Warehouse (do BTG) e EDP, totalizando sete proponentes. A RAP máxima estabelecida para o lote 4 como um todo era de R$ 762,6 milhões. Para o sublote 4A era de R$ 409,3 milhões, enquanto que, para o sublote 4B estava em R$ 353,3 milhões. O lote 4 é o maior do certame e prevê a construção e operação de 1.167 km de linhas de 500 kV e 3.600 MVA em capacidade de transformação com obras se estendendo por Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Segundo a Aneel, trata-se da execução de obras estruturantes para o atendimento do Mato Grosso do Sul. O investimento estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) soma R$ 4,1 bilhões. O prazo para entrada em operação comercial é de 60 meses. Lote 5 A empresa Cymi Construções e Participações arrematou o lote 5 do leilão de transmissão de energia que está sendo realizado na B3, em São Paulo (SP), com uma oferta de R$ 96,4 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), que representa um deságio de 46,36%. A companhia teve a concorrência de Axia Energia, Consórcio Olympus XXI, que é liderado pela Alupar, e Engie, com quem foi à disputa à viva voz. O lote abrange 173 km de novas linhas, além de subestações que somam 2.094 MVA com o objetivo de ampliar o atendimento à região metropolitana de Curitiba. As obras passarão pela capital paranaense e também pelos municípios de Araucária, Campo Largo, Lapa e Contenda. O investimento estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o trecho é de R$ 982,5 milhões. Já a RAP máxima que havia sido estipulada pela mesma agência estava em R$ 179,7 milhões. O prazo para entrada em operação comercial é de 60 meses. Lote 6 A Cox Brasil, do grupo espanhol Cox, arrematou o lote 6 do leilão de transmissão de energia que está sendo realizado na B3, em São Paulo (SP), com uma oferta de R$ 37,85 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), que representa um deságio de 53,46%. A companhia disputou o trecho com Cymi, Consórcio Olympus XXI (liderado pela Alupar), Axia Energia, Consórcio Confiança (formado por Evoltz e Enermais Energia), e com a Engie, com quem foi a disputa por viva voz. O lote contempla a construção e operação de uma subestação de 900 MVA em capacidade de transformação e 4 km de trechos de conexão para reforçar o suprimento às regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. O investimento estimado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o trecho é de R$ 480,3 milhões. Já a RAP máxima que havia sido estipulada pela mesma agência estava em R$ 81,3 milhões. O prazo para entrada em operação comercial é de 42 meses. .

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