O mercado financeiro aguarda a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) com uma expectativa consolidada de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando-a de 14% para 13,75% ao ano. Um corte na taxa básica de juros reduz o custo de capital para empresas e o custo do crédito para consumidores, estimulando o consumo e o investimento. Em 2018, após um ciclo de cortes da Selic, a expectativa de juros mais altos nos EUA e incertezas fiscais domésticas limitaram a flexibilização monetária, resultando em um Ibovespa lateralizado por meses. A próxima decisão do Copom e a divulgação do Boletim Focus subsequente serão cruciais para confirmar o corte e fornecer mais detalhes sobre as expectativas para 2027. No médio prazo, o ritmo de cortes será determinado pela evolução da inflação, balança comercial e, principalmente, pela percepção dos riscos fiscais e externos apontados para 2027.
Nas próximas 1-2 semanas, o mercado deve reagir ao corte de 0,25 p.p. Na Selic, com ativos de varejo e construção ganhando tração. No entanto, a perspectiva para 2027, delineada pelos riscos apontados pelo Itaú Asset, sugere que o ritmo de flexibilização monetária pode ser mais lento do que o esperado, exigindo monitoramento constante dos próximos comunicados do Copom e do Boletim Focus.
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