O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, manteve uma discussão "franca e substancial" com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, instando o Irã a restaurar a navegação segura no Estreito de Ormuz e retomar a cooperação com a AIEA. Costa ressaltou a importância do diálogo para a resolução de conflitos e a paz duradoura na região, apelando para o fim dos ataques iranianos contra países vizinhos. O Estreito de Ormuz é um ponto de estrangulamento vital, por onde passa aproximadamente um quinto do consumo global de petróleo, tornando qualquer ameaça à sua navegação um risco sistêmico para os mercados de energia. A cooperação do Irã com a AIEA é fundamental para a desescalada das tensões nucleares e a potencial revisão de sanções, afetando diretamente a oferta de petróleo iraniano ao mercado. Historicamente, tensões no Estreito de Ormuz, como as observadas em 2019 com ataques a petroleiros, resultaram em picos de 10-15% nos preços do Brent no curto prazo. O próximo gatilho será a resposta do Irã às exigências da UE e os relatórios futuros da AIEA sobre seu programa nuclear. No médio prazo, a instabilidade na região continua a ser um fator de risco significativo, com potencial para volatilidade nos mercados de energia e rotas comerciais.
Nas próximas 2-4 semanas, a volatilidade nos mercados de energia deve persistir, com o preço do Brent ($97.35) provavelmente consolidando acima de $95. O principal gatilho será a resposta oficial de Teerã aos apelos da UE e qualquer novo incidente no Estreito de Ormuz. Se o Irã endurecer sua posição, o petróleo pode testar a resistência de $105 por barril, enquanto uma abertura diplomática poderia levar a um recuo para a faixa de $90. A resposta dos EUA e outros atores regionais será crucial para o cenário de médio prazo.
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