Levantamento da XP com 24 gestoras de multimercados macro mostra que a maioria elevou a aposta no Brasil, com a Bolsa sendo o ativo preferido e a expectativa unânime por um novo corte da taxa Selic. A percepção de um ciclo de flexibilização monetária tende a impulsionar ativos de risco, como ações, ao reduzir o custo de capital para empresas e aumentar a atratividade da renda variável frente à renda fixa. Os gestores de multimercados, embora otimistas, apontam o segundo turno das eleições como um gatilho para a redução de suas posições, indicando uma postura de cautela. Em 2014 e 2018, períodos eleitorais com segundo turno, o Ibovespa registrou volatilidade elevada e quedas significativas antes da definição do pleito, refletindo a aversão a risco por incerteza política. O principal evento a monitorar é o resultado final das eleições, que ocorrerão neste mês, conforme explicitado na notícia. O desfecho dependerá da clareza e da percepção de estabilidade política gerada pelo resultado eleitoral, que pode sustentar ou reverter o fluxo de capital para o Brasil.
A definição do cenário eleitoral, com o resultado do primeiro turno e a possibilidade de um segundo, que ocorrerá neste mês, será o principal catalisador. A reação do Banco Central à inflação e à taxa de juros também definirá o desfecho da aposta dos gestores no mercado brasileiro.
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