O Bitcoin (BTC) registrou uma forte desvalorização, quebrando o suporte de US$60K em um movimento precipitado por múltiplos fatores. A principal causa foi a colisão de entradas elevadas em exchanges, indicando intenção de venda, simultaneamente a saídas substanciais de ETFs de Bitcoin spot. Este cenário foi agravado por uma cascata de liquidações de posições longas, desencadeando uma pressão vendedora em espiral e impedindo que os compradores estabilizassem o mercado. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do BTC impacta diretamente o valor do BRL em relação a ativos dolarizados, afetando ETFs locais como HASH11. Instituições e Smart Money tendem a monitorar de perto os fluxos de ETFs, utilizando-os como termômetro para reavaliar o risco e o posicionamento em ativos digitais. Um paralelo histórico relevante pode ser traçado com a correção de maio de 2021, quando o BTC caiu 50% em um mês, também impulsionado por liquidações e incertezas regulatórias na China. O próximo gatilho crítico será a divulgação dos dados de fluxo dos ETFs nas próximas 48-72 horas, além de qualquer notícia macroeconômica que afete o apetite por risco. No médio prazo, o cenário aponta para uma fase de consolidação ou possível continuação da correção, dependendo da sustentabilidade do fluxo de demanda institucional.
Nas próximas 48-72 horas, o Bitcoin (atualmente em torno de US$59K) deve permanecer volátil, com o gatilho principal sendo os dados de fluxo diário dos ETFs spot. Se as saídas continuarem acima de US$150 milhões/dia, o BTC pode testar US$57K. No médio prazo (1-3 semanas), a sustentação acima de US$58K é crucial para evitar uma queda para US$52K-US$55K, com a demanda institucional sendo o fator determinante para a recuperação. A decisão do Fed sobre juros no próximo mês também será um ponto de inflexão.
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