O Bitcoin (BTC) recua cerca de 1,3% nesta terça-feira (20) e opera perto de US$ 81,4 mil, mesmo depois de os ETFs do ativo nos Estados Unidos registrarem a maior entrada diária em quase um mês. A criptomoeda é pressionada pela queda das ações de fabricantes de chips na Ásia e pela disparada do petróleo. Por volta das 9h, a cotação era de US$ 81,4 mil, com queda de 1,3% em 24 horas. O Ethereum (ETH) recuava 1,5%, para cerca de US$ 2.384. A pressão veio principalmente do setor de tecnologia. A Kospi, principal índice da Bolsa da Coreia do Sul, caiu 3,7% e teve o menor fechamento desde 7 de abril, puxada por SK Hynix e Samsung Electronics, em meio a novas dúvidas sobre os investimentos em inteligência artificial (IA). O petróleo também pesa. O Brent superou os US$ 111 por barril, maior nível desde maio, com ataques dos houthis à Arábia Saudita e a embarcações no Estreito de Ormuz renovando os riscos de oferta. A alta da commodity alimenta o temor de inflação e mantém no radar novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que se reúne nos dias 27 e 28. Do lado da demanda, os sinais são positivos. Os ETFs de Bitcoin negociados nos EUA captaram US$ 526,6 milhões na segunda-feira (19), maior volume diário desde 22 de setembro, com a entrada concentrada no IBIT, da BlackRock. O movimento veio depois de uma semana de saídas. Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, sequências de entradas podem ajudar a compensar parte da pressão do cenário macro, mas ainda é cedo para falar em virada. “Um único dia ainda não confirma uma nova tendência”, afirma. As tesourarias corporativas também seguem ativas. A Strategy comprou mais 267 BTC, por cerca de US$ 22,1 milhões, e passou a deter 848.517 BTC, o equivalente a cerca de 4% de toda a oferta máxima do ativo. Já a Strive adquiriu 4.045 BTC entre 12 e 16 de outubro e elevou sua reserva para 36.818 BTC, avaliada em cerca de US$ 3 bilhões. Na avaliação de Fontes, as compras mostram que “grandes tesourarias corporativas continuam acumulando mesmo com o Bitcoin negociando acima dos US$ 80 mil”. O mercado de opções, porém, indica que parte dos investidores busca proteção. Nas últimas 24 horas, as opções de venda (puts) foram negociadas em volume mais de duas vezes maior que as de compra na Deribit, e o contrato mais negociado foi a put de US$ 80 mil com vencimento em 30 de outubro. No curto prazo, Fontes vê US$ 80 mil como principal suporte. Caso o patamar seja perdido, os US$ 77 mil voltam ao radar. Para cima, a recuperação dos US$ 82 mil fica mais provável se as entradas nos ETFs continuarem ao longo da semana, e a primeira resistência importante está em US$ 85 mil. The post Bitcoin cai e testa US$ 80 mil mesmo com maior entrada em ETFs em quase um mês appeared first on InfoMoney.
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