O Bitcoin (BTC) disparou mais de 8% nesta sexta-feira, elevando seu ganho semanal para 25%, o desempenho mais robusto desde março de 2023. O catalisador primário foi o anúncio do Tesouro americano de ampliação na recompra de seus títulos, um movimento que aumenta a liquidez no sistema financeiro. Essa injeção de liquidez surpreendeu o mercado, desencadeando uma liquidação bilionária de posições vendidas (short squeeze) em derivativos de Bitcoin, que forçou traders a fechar suas apostas de baixa e impulsionou o preço. Para o investidor brasileiro, o cenário de liquidez global e apetite por risco pode fortalecer o real (BRL) e atrair capital para ativos de maior risco, indiretamente beneficiando ações de crescimento na B3. O paralelo histórico mais recente é o rali de março de 2023, quando injeções de liquidez após a crise bancária regional dos EUA também impulsionaram o BTC em mais de 30% em poucas semanas. O próximo gatilho a monitorar é a comunicação do Federal Reserve sobre a política monetária e os próximos passos do Tesouro, especialmente antes do payroll em 4 de setembro e da reunião do FOMC em 16 de setembro. No médio prazo, se a liquidez global persistir e o Fed sinalizar flexibilização, o Bitcoin pode consolidar um novo patamar de preço, com potencial para testar resistências acima de US$ 80.000.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin deve testar a resistência de US$ 80.000, com potencial para atingir US$ 82.000-85.000 se o fluxo de liquidez do Tesouro se mantiver e os dados de inflação nos EUA surpreenderem para baixo. O gatilho imediato será a reação do mercado aos próximos comentários de autoridades fiscais e monetárias. Se o preço cair abaixo de US$ 75.000, pode indicar perda de momentum, com US$ 72.000 como suporte crucial.
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