A rede Bitcoin demonstrou um dramático rebound na sua atividade, alcançando os níveis mais altos desde o final de 2024, de acordo com o Bitcoin Network Activity Index da CryptoQuant. Este índice superou sua tendência de longo prazo pela primeira vez desde meados de 2024, indicando um uso crescente da blockchain. A situação atual caracteriza uma rara divergência onde a atividade da rede cresce enquanto o preço do BTC luta para avançar. Este fenômeno é frequentemente interpretado como um sinal de acumulação por investidores informados, antecipando que o preço eventualmente seguirá os fundamentos. O mecanismo econômico sugere que o aumento da utilidade e transações na rede deve, a longo prazo, refletir-se em valorização do ativo. Ativos como BTC, IBIT e MSTR podem ser beneficiados se a correlação for restabelecida. Para o investidor brasileiro, um Bitcoin forte pode impulsionar o HASH11 e o BITH11, enquanto a volatilidade pode afetar o câmbio BRL/USD. O Smart Money tende a acumular durante essas divergências, buscando valor intrínseco. Um paralelo histórico pode ser visto no final de 2020, quando a atividade on-chain precedeu um rali significativo em 2021. O próximo gatilho será a confirmação de uma quebra de resistência no preço do BTC. O horizonte de médio prazo aponta para uma eventual convergência entre atividade de rede e preço, impulsionando o mercado cripto.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o Bitcoin ($62,945 hoje) tente se alinhar com sua crescente atividade de rede. Um rompimento da resistência de US$65.000 seria um gatilho para um movimento em direção a US$70.000-72.000. A manutenção de um fluxo positivo nos ETFs de Bitcoin será crucial para sustentar essa tese, enquanto qualquer sinal de aperto monetário ou aversão a risco pode atrasar a convergência.
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