Um estudo recente indica que a crescente produção de biocombustíveis no Brasil, especificamente o etanol de milho e o biodiesel, resultará em uma maior oferta de ingredientes para ração animal. Essa abundância de subprodutos, como o farelo de destilaria (DDGS) do milho, tende a reduzir os custos de alimentação do gado e aves no país. A consequência direta é o aprimoramento da vantagem competitiva do Brasil no mercado global de carnes, beneficiando as grandes exportadoras. Historicamente, a expansão do etanol nos EUA na década de 2000 gerou um excedente de DDGS, alterando a dinâmica dos custos de ração e impulsionando a produção de proteínas. Os próximos dados a monitorar incluem relatórios de safra de milho e soja, além de políticas governamentais para o setor de biocombustíveis, que podem moldar a velocidade dessa expansão. No médio prazo, o Brasil solidifica sua posição como potência agroindustrial, com potencial para ganhos de margem e market share em proteínas.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se que as empresas de proteína brasileiras, como JBSS3 e BRFS3, comecem a reportar melhorias nas margens operacionais, impulsionadas pela redução dos custos de ração. O gatilho para uma aceleração desse movimento seria a confirmação de uma safra recorde de milho e soja em 2027, combinada com políticas de incentivo aos biocombustíveis, podendo levar a um aumento de 10-15% nas valuations desses ativos. Acompanhar os balanços trimestrais e os relatórios de custo das empresas será crucial.
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