Greves no setor público por toda a França estão em andamento, em protesto contra o orçamento de austeridade que o governo de Emmanuel Macron planeja implementar. A impopularidade do governo agrava o cenário, sinalizando resistência significativa às reformas fiscais. Este contexto de instabilidade política e social em uma das maiores economias da Eurozona pode levar a uma desaceleração econômica, impactando a demanda e a cadeia de suprimentos. Consequentemente, ativos europeus como ações de empresas industriais e de logística podem sofrer pressão, enquanto o Euro tende a se desvalorizar frente a moedas como o Dólar. Historicamente, períodos de austeridade e agitação social, como na Grécia em 2010-2012, resultaram em contração do PIB e desvalorização cambial. O monitoramento da resolução das greves e dos detalhes do orçamento será crucial nas próximas semanas para avaliar o horizonte de médio prazo da recuperação econômica francesa.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que a volatilidade nos mercados europeus persista, com pressão de baixa sobre o Euro, que pode testar a paridade com o Dólar se as greves se intensificarem. O principal gatilho a monitorar é a evolução das negociações entre o governo francês e os sindicatos, e os detalhes finais do orçamento de austeridade. Um prolongamento das greves ou a incapacidade de Macron em implementar as reformas pode levar a uma revisão para baixo das projeções de crescimento da Eurozona no médio prazo, mantendo o sentimento de aversão ao risco elevado.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real