A agência de notícias estatal iraniana Mehr News Agency reportou que um memorando de entendimento proposto entre os EUA e o Irã inclui a liberação de US$12 bilhões em ativos iranianos congelados, com negociações para mais US$24 bilhões em um período de 60 dias. Este desenvolvimento sugere uma desescalada nas tensões geopolíticas, potencialmente aumentando a oferta global de petróleo e injetando liquidez na economia iraniana. Consequentemente, empresas do setor de petróleo, como PETR4 e XOM, podem enfrentar pressão de baixa em suas cotações devido à maior oferta e à redução do prêmio de risco. Por outro lado, companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4, além de empresas de transporte marítimo como APMM.CO, se beneficiam significativamente da queda nos custos de combustível e seguros. O ouro (GLD), tradicional ativo de refúgio, tende a desvalorizar-se com a diminuição da incerteza. Em 2015, o acordo nuclear iraniano resultou em uma queda do Brent de US$50 para US$30 em seis meses, ilustrando o impacto de maior oferta e menor risco. O monitoramento da efetivação do memorando e dos volumes de exportação de petróleo iraniano será crucial nos próximos 60 dias para avaliar o impacto de médio prazo na estabilização dos preços do Brent em patamares mais baixos.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se uma pressão contínua de baixa sobre o Brent, com potencial para testar US$78-80/barril caso as negociações de liberação de ativos progridam rapidamente. O principal gatilho será o anúncio oficial do início do período de negociação de 60 dias e o volume inicial de exportações iranianas. Se o Brent se estabilizar em patamares mais baixos, isso poderá aliviar a pressão inflacionária global, influenciando as políticas monetárias dos bancos centrais no médio prazo (3-6 meses).
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