Ataques de drones ucranianos reduzem produção de gasolina russa; Brasil impactado

A produção russa de gasolina atingiu apenas 65% do consumo médio sazonal após ataques de drones ucranianos paralisarem grandes refinarias de petróleo, conforme fontes do setor e cálculos da Reuters. Essa redução na capacidade de refino levou Moscou a proibir as exportações de diesel, um movimento que impacta diretamente a oferta global, visto que o Brasil foi um dos maiores compradores em junho. Economicamente, a diminuição da oferta de produtos refinados de um dos maiores exportadores globais exerce pressão altista sobre os preços do diesel e da gasolina, e indiretamente sobre o petróleo bruto. Para o investidor brasileiro, isso se traduz em custos de importação mais elevados, potencial aceleração da inflação e aumento dos custos operacionais para setores como transporte e aviação. Paralelamente, a crise de energia de 2022, pós-invasão da Ucrânia, viu o preço do Brent saltar de ~$90 para ~$120 em meses, demonstrando a sensibilidade do mercado a choques de oferta. O próximo gatilho será a intensidade dos novos ataques ou a capacidade russa de reparar suas refinarias em tempo hábil. No médio prazo, espera-se que a volatilidade persista nos mercados de energia, com ajustes nas rotas comerciais e busca por fontes alternativas de suprimento.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços globais de diesel e gasolina permaneçam elevados, refletindo a escassez de oferta russa. O Brent ($76.14) tem potencial para testar a resistência de $80-82, impactando diretamente os custos para o Brasil. O principal gatilho de curto prazo será a frequência e o sucesso de novos ataques às infraestruturas de energia russas, ou a capacidade de Moscou de encontrar novos mercados para seu petróleo bruto e contornar as restrições de refino.

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