O mercado brasileiro de soja registrou preços predominantemente mais baixos nesta terça-feira, 3 de novembro, mas a valorização do dólar comercial, que encerrou a sessão em alta de 0,70% a R$ 5,4862, ajudou a sustentar as cotações locais. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, as quedas acumuladas na Bolsa de Chicago (CBOT) foram o principal fator para os ajustes negativos. Os contratos futuros de soja em grão para janeiro na CBOT caíram 2,75 centavos de dólar, ou 0,22%, fechando a US$ 12,14 por bushel, enquanto a posição março retraiu 5,75 centavos de dólar, ou 0,46%, para US$ 12,20 3/4 por bushel. A colheita nos Estados Unidos avançou para 88% da área até 1º de novembro, superando a média de 84%, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A incerteza em relação às eleições legislativas de meio de mandato nos EUA também contribuiu para a volatilidade.
O desfecho da dinâmica nos preços da soja dependerá da evolução da demanda chinesa, da continuidade do ritmo de colheita nos EUA e dos resultados das eleições legislativas de meio de mandato, que podem influenciar a volatilidade cambial e o apetite por risco. Os próximos relatórios de emprego (06/11) e inflação (10/11) dos EUA podem trazer nova direção para o dólar e, por consequência, aos preços locais da soja.
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