Eleições, debate fiscal e pesquisas movem Ibovespa antes do segundo turno

A sessão da última segunda-feira (19) foi marcada por estabilidade no Ibovespa, que fechou com queda de 0,17% a 205.079,25 pontos, embora com fortes movimentações em ações específicas. A Petrobras (PETR3;PETR4) registrou recuo, atribuído ao ajuste após ganhos recentes e à baixa do petróleo. Em contrapartida, ações cíclicas foram impulsionadas por revisões de recomendação de analistas. Analistas do BB Investimentos indicaram que o Ibovespa pode oscilar entre 204 e 207 mil pontos nesta semana, com a volatilidade elevada devido ao segundo turno das eleições. A acomodação do índice desde a semana passada, com declínio de 1,74%, segue uma reação positiva ao resultado do primeiro turno. Agentes do mercado expressam preocupação com a falta de detalhamento dos planos fiscais dos candidatos, especialmente Flávio Bolsonaro (PL), após um debate na TV Band focado em provocações, conforme operadores e consultores. Flávio Bolsonaro responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias e acusou o governo de gastar demais. As pesquisas eleitorais divulgadas na segunda-feira (19 de outubro) apresentaram cenários distintos: a BTG/Nexus indicou empate técnico entre Flávio (46,5%) e Lula (45,9%), com diferença de 0,6 ponto percentual dentro da margem de erro de 2 pontos. Já a Atlas mostrou Flávio na liderança com 49,8% contra 47,6% de Lula, uma vantagem de 2,2 pontos percentuais, acima da margem de erro de 1 ponto. A PoderData/Aya registrou Flávio com 52% e Lula com 48%, com margem de erro de 1,8 ponto percentual. A equipe de análise gráfica do Itaú BBA mantém o Ibovespa em tendência de alta, com resistência em 209.700 pontos. A superação desse nível poderia abrir caminho para valorizações até 220 mil e 245 mil pontos. No cenário de baixa, o índice encontra suporte em 203 mil pontos, abaixo do qual pode iniciar uma realização de lucros, com suporte relevante em 192.100 pontos.

Análise

O desfecho do segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no próximo domingo, é o principal evento que definirá a direção do mercado. A clareza sobre as propostas econômicas dos candidatos, especialmente o plano fiscal, e a confirmação das tendências das últimas pesquisas eleitorais serão cruciais para a precificação dos ativos. Adicionalmente, a decisão do Copom sobre a taxa Selic em 2026-11-04 também poderá influenciar o cenário de mercado.

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