O Itaú Unibanco anunciou a compra de 35% da Prisma Capital, gestora de investimentos alternativos fundada em 2017, por meio de ações preferenciais sem direito a voto. A Prisma administra aproximadamente R$ 28 bi em ativos, o que implica um aporte de cerca de R$ 9,8 bi para o banco. O mecanismo econômico consiste em diversificar a fonte de receitas do Itaú, adicionando receitas de gestão de ativos alternativos ao seu portfólio tradicional de crédito e varejo. Os investidores do Itaú podem ser afetados tanto pelo potencial de aumento de receitas quanto pelos riscos inerentes aos ativos alternativos, que costumam ser menos líquidos e mais voláteis. Não há menção de impacto direto nos indicadores macroeconômicos como taxa de juros ou câmbio. A notícia ainda não traz reações de outros agentes do mercado, mas a estratégia pode ser comparada a aquisições anteriores de gestores de ativos por grandes bancos. Um paralelo histórico é a compra de participação em gestoras de fundos por bancos brasileiros nos últimos anos, que gerou aumento moderado de receitas de gestão. O próximo ponto de atenção será a divulgação dos resultados trimestrais do Itaú, onde o efeito da operação será mensurado. O desfecho dependerá da integração da Prisma ao grupo e da performance dos ativos alternativos nos próximos meses.
O impacto da operação será mensurado no próximo relatório de resultados trimestrais do Itaú, previsto para novembro, e na divulgação de AUM da Prisma ao final do semestre.
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