Schmid (Fed) reafirma foco em inflação para política monetária

Jeffrey Schmid, presidente da distrital de Kansas City do Federal Reserve (Fed), reiterou sua preocupação com as pressões inflacionárias nos Estados Unidos, apesar de recentes indicadores de preços terem vindo abaixo do esperado pelos mercados. A persistência da cautela do Fed indica que a política monetária pode permanecer restritiva por mais tempo, impactando as expectativas de corte de juros. Isso pressiona os múltiplos de ações de crescimento, como NVDA e MSFT, enquanto beneficia bancos como JPM e BAC, que se favorecem de juros mais altos. No Brasil, a manutenção de juros elevados nos EUA tende a enfraquecer o Real (USDBRL) e limitar o apetite por ativos de risco domésticos. Historicamente, em 2022, o Fed manteve uma postura hawkish mesmo com sinais incipientes de desaceleração, resultando em quedas significativas no mercado de ações. Os próximos dados de inflação (CPI e PCE) e o payroll, a serem divulgados nas próximas semanas, serão cruciais para reavaliar a trajetória dos juros. No médio prazo (3-6 meses), a assimetria aponta para um risco de manutenção dos juros, com probabilidade de apenas um corte em 2026, caso a inflação não ceda de forma convincente.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, o mercado deve precificar a manutenção da taxa de juros do Fed, com o DXY ($100.77) testando a resistência de 101.5-102.0. Um corte de 25bps em setembro de 2026 (probabilidade atual de 30% no CME FedWatch) seria o principal gatilho para uma reversão, mas a narrativa atual aponta para cautela, com o QQQ ($706.34) podendo testar os US$680.

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