O Estreito de Ormuz, via estratégica para o transporte de petróleo, registrou uma leve diminuição no tráfego de navios de commodities na segunda-feira, com sete embarcações em comparação com oito no dia anterior, segundo dados da Kpler. Essa desaceleração, mesmo que mínima, em um dos principais gargalos de transporte de energia global, gera um sinal de alerta sobre a estabilidade da oferta de petróleo e eleva o prêmio de risco geopolítico. Para o investidor brasileiro, o cenário de petróleo mais caro pode impactar a inflação e a dinâmica da taxa Selic, favorecendo exportadoras e penalizando setores dependentes de importação de energia. Em 2019, ataques a navios-tanque no Golfo de Omã, região adjacente a Ormuz, causaram uma alta de aproximadamente 2% no preço do Brent em um único dia, demonstrando a sensibilidade do mercado a incidentes na área. Os próximos eventos a serem monitorados incluem quaisquer declarações da AIEA ou do Irã que possam escalar as tensões e afetar o fluxo comercial no Estreito. No médio prazo, a persistência dessas tensões geopolíticas no Oriente Médio manterá um piso elevado para os preços do petróleo e sustentará a demanda por ativos de defesa e refúgio.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve monitorar de perto os dados de tráfego em Ormuz e quaisquer declarações de autoridades iranianas ou internacionais. O próximo gatilho importante seria qualquer movimento da AIEA contra Teerã, que poderia provocar uma resposta iraniana.
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