O Kremlin, por meio de Dmitry Peskov, declarou que a gestão externa de empresas de nações classificadas como "estados hostis" é uma tendência contínua. A origem da empresa é um fator chave para essa decisão. Este mecanismo implica que o governo russo pode assumir o controle operacional de empresas com capital estrangeiro, limitando a capacidade dos proprietários originais de gerir seus ativos e repatriar lucros, o que afeta a segurança jurídica e a propriedade privada. Empresas europeias e americanas com operações na Rússia são diretamente afetadas, enfrentando o risco de perder controle sobre suas subsidiárias. A nacionalização de ativos estrangeiros na Rússia após 2022, como a subsidiária da Danone e da Carlsberg, demonstra precedentes dessa política, com o Estado russo assumindo a gestão. O próximo gatilho seria a formalização de novas medidas de gestão externa ou a divulgação de listas de empresas-alvo. O desfecho dependerá da extensão e da velocidade com que o Kremlin aplicar essas medidas, bem como da resposta diplomática e econômica dos países de origem das empresas afetadas.
A continuidade desta tendência será definida pela publicação de novos decretos russos que formalizem a gestão externa de outras empresas ou pela divulgação de listas de ativos-alvo.
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