Um estudo nacional do Bitcoin Policy Institute (BPI), em parceria com a Cygnal e Neighborhood Bitcoin, indicou que uma maioria dos eleitores dos Estados Unidos desconfia da estabilidade do dólar americano e manifesta desejo de adquirir criptomoedas. Essa desconfiança sinaliza uma reavaliação da confiança nas moedas fiduciárias e pode impulsionar a demanda por ativos digitais como hedge contra a inflação ou desvalorização cambial. Bancos centrais e reguladores podem intensificar o debate sobre a regulamentação de criptoativos e a necessidade de stablecoins lastreadas em dólar, buscando mitigar riscos sistêmicos e manter o controle monetário. Historicamente, períodos de alta inflação e desvalorização monetária, como a década de 1970 com a saída do padrão-ouro, levaram a um aumento na busca por ativos-refúgio como o ouro, que subiu aproximadamente 800% entre 1971 e 1980. O próximo gatilho a monitorar é a decisão de juros do FOMC em 16 de setembro de 2026, que pode influenciar a percepção de estabilidade do dólar e o apetite por risco. No médio prazo, se a desconfiança no dólar persistir e as políticas monetárias expansionistas continuarem, o cenário aponta para uma aceleração da adoção de criptomoedas, com o BTC testando novas máximas, enquanto o dólar pode perder parte de sua hegemonia.
Nas próximas 4-8 semanas, se a percepção de instabilidade do dólar persistir e o Bitcoin conseguir se manter acima de $78.000 após o FOMC de 16 de setembro, o mercado de criptomoedas pode ver um aumento substancial de capital, com o BTC mirando $85.000. Uma quebra abaixo de $75.000, no entanto, sinalizaria uma reversão de curto prazo.
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