Em agosto, o crescimento dos lucros industriais da China recuou para 4,2% ao mês, após forte desaceleração no período. A queda sinaliza redução da atividade manufatureira, diminuindo a demanda por energia e matérias‑primas globais. Para o investidor brasileiro, há risco de desvalorização das exportações de commodities e impacto negativo sobre o real e a política monetária. Gestores institucionais podem reavaliar posições em minério de ferro e petróleo, enquanto bancos chineses podem apertar crédito ao setor. Em 2022, desaceleração semelhante dos lucros industriais precedeu queda nos preços do minério de ferro. O próximo PMI industrial da China, previsto para início de outubro, será o gatilho de confirmação. No médio prazo, a continuidade da tendência aponta pressão sobre commodities, com possibilidade de recuperação caso políticas de estímulo sejam anunciadas.
Nas próximas duas semanas, a divulgação do PMI industrial da China servirá de gatilho; se confirmar desaceleração, espera‑se recuo moderado nos preços de VALE3, PETR4, XOM e BABA.
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