O contrato de minério de ferro mais negociado em Dalian subiu 0,88%, enquanto a referência de Cingapura avançou 1,27%. Esse aumento é atribuído à melhora na demanda de armazéns e nas vendas no setor imobiliário. A retomada de grandes obras de infraestrutura na China e a recuperação do setor manufatureiro são os principais fatores impulsionadores. Tal cenário sugere um aumento na procura por matérias-primas, impactando positivamente as companhias de mineração e siderurgia. Para o investidor brasileiro, isso se traduz em um potencial de valorização para VALE3 e outras exportadoras de commodities. Bancos centrais e governos podem observar esses dados como indicadores de estabilização econômica na China. Historicamente, movimentos de recuperação do setor imobiliário chinês precedem altas significativas no preço do minério de ferro, como visto em 2016-2017. O próximo gatilho a monitorar são os dados de PMI manufatureiro e de construção da China nas próximas semanas. No médio prazo, a sustentabilidade da recuperação chinesa ditará a trajetória dos preços do minério.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o minério de ferro mantenha um viés de alta, com VALE3 ($76.20 hoje) potencialmente buscando a resistência de R$ 78-80. O principal gatilho de aceleração será a divulgação dos dados de produção industrial e investimento em ativos fixos da China, previstos para o final de julho. Se os dados surpreenderem positivamente, um rali adicional é provável.
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