A 'guerra contra o Irã' de Donald Trump, apesar de potencialmente encerrada, deixou um legado de repercussões duradouras para a política monetária global. Este contexto de tensões geopolíticas persistentes contribui para a elevação dos juros globais por meio de um maior prêmio de risco e potenciais pressões inflacionárias. Setores como energia e defesa tendem a se beneficiar, enquanto empresas de alto crescimento e alavancadas enfrentam custos de capital mais elevados. No Brasil, isso implica pressão sobre a Selic e o real, além de impactar o Ibovespa, favorecendo exportadoras e bancos. Bancos centrais globais devem manter uma postura hawkish por mais tempo, priorizando a estabilidade de preços em detrimento do crescimento. Historicamente, conflitos como a Guerra do Golfo em 1990 resultaram em picos inflacionários e elevação das taxas de juros, com o Brent subindo ~150% em poucos meses. O próximo gatilho a monitorar é a evolução das relações EUA-Irã e dados de inflação global, especialmente os índices de preços ao produtor (PPI). No médio prazo, espera-se um ambiente de taxas reais positivas, favorecendo ativos de valor e renda fixa.
Nas próximas 12-24 semanas, espera-se que os juros globais permaneçam elevados, com o Federal Reserve e outros bancos centrais mantendo uma postura cautelosa. O preço do Brent (atualmente $71.65) pode oscilar entre $70-$85, com picos acima de $90 em caso de novas tensões. O principal gatilho para uma mudança de cenário seria uma resolução diplomática significativa na região ou uma desaceleração econômica global mais acentuada do que o esperado, que forçaria um pivot na política monetária.
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