Hércules Pedro Lorenzo Alliana Rodríguez, ou somente Pedro Alliana, é o atual vice-presidente do Paraguai e irá assumir a cadeira mais alta do Poder Executivo paraguaio após a renúncia do presidente Santiago Peña. Sucessor previsto pela Constituição, Alliana foi alvo de um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. O processo, porém, foi recusado pela Casa, segundo o g1. O vice-presidente paraguaio tem 52 anos e é natural de Pilar, no departamento de Ñeembucú, no Paraguai. Antes da vida política, Alliana integrou a Seleção Paraguaia de Basquete, aos 17 anos, além de ter trabalhado na criação e comercialização de gado, de acordo com o site do Partido Colorado (Associação Nacional Republicana). Já na vida pública, o paraguaio foi governador de Neembucú em 2008. Já em 2013, foi eleito deputado pelo seu departamento na Câmara dos Deputados, no qual atuou como presidente da Casa entre 2017 e 2018. Alliana foi deputado até 2023, quando foi eleito vice-presidente da República pela chapa com Santiago Peña. Alliana é casado com Fabiana Maria Souto e possui quatro filhos. Segundo o jornal local Extra, o vice-presidente se formou em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma San Sebastián de San Lorenzo. Renúncia de Peña O mandato de Peña também estava em risco de impeachment pelo legislativo do país. Ele, porém, anunciou sua renúncia nas redes sociais na tarde desta quinta-feira (5), sob o discurso de que estava pensando na estabilidade do país, na paz social e na necessidade de preservar as instituições democráticas. Apesar do abandono do cargo, Alliana não assume a presidência de forma automática. Isso porque a Constituição do Paraguai prevê que o Congresso precisa aceitar formalmente a renúncia de Peña. Os parlamentares decidiram dar continuidade ao processo de impeachment e rejeitaram a carta de renúncia do presidente paraguaio, ainda de acordo com o g1. Caso sofra impeachment, ele não só sairia do cargo, como também perderia a imunidade, dependendo do motivo. Com a continuidade do impeachment, o processo é encaminhado para o Senado, que, por sua vez, precisa de outros dois terços para destituir o presidente. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max
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