Os Estados Unidos e o Canadá estão próximos de finalizar um acordo comercial, com o objetivo de evitar a imposição de tarifas de 50% anunciadas por Trump. A iminência de um acordo alivia a pressão sobre as cadeias de suprimentos e os custos de importação/exportação entre os dois países, que são parceiros comerciais vitais. Empresas dependentes do comércio bilateral, como as do setor automotivo (GM, F) e varejo transfronteiriço (WMT), veem aliviada a ameaça de margens comprimidas e vendas prejudicadas. Para o investidor brasileiro, a estabilidade na América do Norte reduz a aversão ao risco global, beneficiando ativos de mercados emergentes e o BRL indiretamente. Em 2018, a renegociação do NAFTA (USMCA) também gerou incerteza, mas sua conclusão evitou uma guerra comercial de grande escala, com o S&P 500 subindo cerca de 1,5% após o anúncio final. O próximo gatilho será o anúncio oficial da assinatura do acordo, o que consolidará o cenário de não-imposição das tarifas. No médio prazo, a estabilidade comercial entre EUA e Canadá pode impulsionar investimentos e crescimento em setores como manufatura e logística, antes sob ameaça.
Se o acordo for formalizado nos próximos dias, como esperado, a estabilidade comercial entre EUA e Canadá será consolidada, impulsionando a confiança do mercado. Espera-se que ações de empresas com forte exposição ao comércio bilateral, como GM e F, registrem ganhos moderados de 1-3% na próxima semana. O principal gatilho de aceleração seria um anúncio oficial detalhando os termos do acordo e sua assinatura.
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