A Oi suspendeu os pagamentos das verbas rescisórias previstas em um acordo firmado com entidades sindicais, afetando cerca de 1.000 trabalhadores demitidos durante a fase final de sua recuperação judicial, após a Justiça do Rio de Janeiro confirmar sua falência em 25 de agosto. O descumprimento de acordos e a falência sinalizam a deterioração final da saúde financeira da Oi, comprometendo a liquidação de passivos e a recuperação de credores. Credores e ex-funcionários buscarão vias legais para reaver valores, enquanto reguladores monitorarão o impacto no setor de telecomunicações. O caso lembra a falência da Avianca Brasil em 2019, onde credores e trabalhadores enfrentaram longos processos para reaver perdas, com valor residual mínimo para acionistas. Os próximos passos serão as definições judiciais sobre a ordem de pagamento dos credores e a liquidação dos ativos remanescentes da Oi. No médio prazo, a liquidação da Oi deve ser um processo complexo e demorado, com poucas chances de recuperação para acionistas e riscos significativos para credores quirografários.
Nas próximas semanas, o foco será nos desdobramentos judiciais da falência da Oi, com a determinação da ordem de pagamento dos credores e a avaliação dos ativos remanescentes.
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