Um novo choque de suprimento no Estreito de Hormuz interrompeu fluxos de petróleo, provocando um salto nos preços do diesel e, agora, do combustível de aviação. A restrição de crúdio eleva o preço do Brent, que se traduz em custos maiores para refinarias e companhias aéreas, pressionando margens e alterando a oferta/demanda de energia. Um paralelo histórico ocorre em 2019, quando tensões no Hormuz elevaram o Brent cerca de cinco por cento e as ações de energia subiram enquanto as de aviação recuaram. O próximo gatilho a ser monitorado são as decisões da OPEP+ e quaisquer relatos de escalada militar no estreito, que podem reforçar ou aliviar a pressão de preços. No médio prazo (duas a quatro semanas), espera‑se que os preços do petróleo permaneçam elevados, sustentando a alta de energia e a pressão sobre as margens das companhias aéreas.
Se a tensão no Hormuz permanecer nas próximas duas a quatro semanas, os preços do petróleo deverão permanecer acima de US$100, sustentando alta de XOM, CVX e PETR4, enquanto AZUL4 e GOLL4 podem registrar queda de preço devido ao maior custo de combustível.
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