O mecanismo econômico por trás desse movimento é a expectativa de uma redução na oferta global; os temores no Oriente Médio sinalizam um prêmio de risco geopolítico, enquanto o furacão Isaias ameaça a produção e o refino na costa do Golfo do México. Para o investidor brasileiro, o impacto se manifesta no preço dos combustíveis, na inflação geral e nos resultados das companhias listadas na B3. Historicamente, o conflito no Golfo Pérsico em 1990-1991 levou a um salto de aproximadamente 166% nos preços do petróleo em poucos meses, e o furacão Katrina em 2005 causou um pico de cerca de 17% no WTI devido à interrupção da produção. O desfecho da situação atual dependerá da materialização ou não das interrupções de oferta e da intensidade das tensões geopolíticas e dos danos causados pelo furacão.
A evolução da situação geopolítica no Oriente Médio e os relatórios de danos e interrupções na produção de petróleo na costa do Golfo do México, que devem ser divulgados nos próximos dias após a passagem do furacão Isaias, definirão o desfecho do movimento de preços.
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