Bitcoin recuou para menos de US$64.000 após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de julho, que veio exatamente em 3,4%, conforme as projeções de mercado. A correspondência do CPI com as expectativas reduz a pressão sobre o Federal Reserve para um corte imediato de juros, prolongando a incerteza sobre a política monetária e mantendo os custos de capital relativamente elevados. Essa postura do Fed impacta negativamente ativos de risco sensíveis a liquidez, como BTC e ETH, e reflete-se em mineradoras alavancadas como MARA e RIOT. No Brasil, a manutenção de juros altos nos EUA pode pressionar o câmbio (USDBRL) e, indiretamente, influenciar a curva de juros local, afetando ativos como FIIs de tijolo (HGLG11) e small-caps (MGLU3). Similarmente, em 2018, após vários CPIs em linha, o Fed manteve uma postura hawkish, levando a um mercado de baixa em cripto e ações, com o S&P 500 caindo aproximadamente 19% no Q4 daquele ano. O próximo grande gatilho a ser monitorado é o relatório de Payroll (NFP) dos EUA, agendado para 4 de setembro de 2026, que fornecerá mais dados sobre a saúde do mercado de trabalho. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a clareza sobre o ciclo de juros do Fed será crucial; um cenário de "higher for longer" pode manter o Bitcoin lateralizado entre US$60.000 e US$70.000.
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